quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Divagar devagar

Talvez teu sonho esteja vagando para alimentar outras almas irrequietas
Na noite sem fim, dos nossos dias que virão
Talvez o meu desconforto se perca e assim eu ganhe uma ou outra hora de paz
Talvez o meu passado seja um mero detalhe
Mas é tão difícil crer!

E eu me pergunto, só me pergunto
Vem do fundo da alma
Nem explicar com palavras eu sei

Peço o olhar dos que tem a amizade no coração
E ganho atenção carinhosa
Mas o silêncio e a fuga parecem matar-me
Para uma nova vida que encerra o quarto escuro no qual vou remoendo
As minhas lembranças

Ah! Paixão leviana escapou-me entre os dedos! Será?
Meu corpo se consola sem abraços
Por onde trilho o caminho que leva para a luz verdadeira?
Por que às vezes me sinto um completo arremedo de mim
A sugar o leite como um lactente que não sabe dos dias tristes
Mas com um ar de fatalidade

Hoje quis mostrar a minha raiva
Olha! O sangue corre nas minhas veias!
Só engoli o fel das incompetências quotidianas
Do tal destino, que antes parecia obra total Dele
Mas é erro meu
E os ideais, tão longe!
O que mais quero agora, é um bom fim para a estória

(Será isso inspiração?)