quinta-feira, 30 de maio de 2013

Intervalo no caos

As nossas armaduras se parecem
Duas almas que pesam em desilusões
Mas mesmo depois que a noite cesse
Nossos encontros epiléticos
Garantem sorrisos fortuitos
Baixamos um pouco a guarda
De todo esse caos
E eu tenho um intervalo de paz
Em meio a esse universo fugaz

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Melancolia

O corpo enverga ante à solidão
Fragmentos de sorrisos se esvaem
Enquanto há vida e pulsar
Tão longe!

Não há caminhos de pedra
Que apontem para estradas azuis

Uma vida cheia de traçados pontiagudos
E desenhos insólitos
Cheios de detalhes microscópicos
Que complexificam tudo
Nada é suficientemente
Interessante
Para aplacar
Um paladar
Tão complicado