Eu nem sempre vou
Pelos caminhos que quero
Aqueles que fazem
O peito arder
Deixo o instante falar
Mas ele tem a consistência
De uma bolha-de-sabão
Translúcida e sem direção
Incontestavelmente
Eu prefiro as rotas complicadas
Labirintos que escondem
Sorrisos alucinógenos
E por breves instantes que se reiteram
Parece, de novo e de novo
Que só a mais terna loucura faz sentido