segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fardos

Leve-me a algum destino
Longe do lugar-comum

Que o cheiro do ônibus seja poesia
E a estadia seja breve

Leve
Que nenhuma gravidade possa agir sobre mim
Só não quero estar aqui e nem agora

Levo na bagagem duas lágrimas
Guardadas como um troféu bizarro

Venha comigo
Temo o silêncio
Que é má companhia

sábado, 7 de agosto de 2010

Tolices

Deixe o mofo e o escárnio
Chorarem por mim
Pois um mundo secreto
Canta odes ao fim
Enquanto componho um soneto com palavras tolas
Ainda assim, mal chego ao segundo verso
E ébria pelo meu próprio discurso
Espero receber as palavras, pois
Sociedades secretas conspiram
Especialmente ao meu favor
Com duas ou três profecias esdrúxulas
Enquanto muitos se curvam
A um pequeno instante de horror
Mas a ressonância Schulmman
Faz tudo parecer tão breve
Tranquilamente então escreve
Ingenuamente feliz
Até a noite em que sonha
Com a volta do Planeta X