Eu não encontro as palavras certas
Elas escorrem por entre minhas mãos
Onde as esqueci?
Eu fugi das palavras fortes
As palavras que revelam
Quadros ocultos e frustrantes
Pois minhas mãos enfraqueceram
Paralisei-me perante os meus sonhos
Pensando que sou o que planejo
No escuro do quarto
Encontro a paz
Convidada a dormir um sono eterno
Desejosa de momentos infinitos
E percepções novas
Derrubei os altares
Que eu mesma ergui
Mas esqueci
Do grande Senhor Medo
Que as palavras escondidas
Não se tornem fantasmas
Que a culpa só se manifeste
Em doses homeopáticas
E que a felicidade esteja sempre
Acompanhada do ímpeto de ser feliz