quinta-feira, 24 de abril de 2008
O frágil chão em que piso.
A Verdade! Contemplá-la como amiga é motivo para um sorriso, apesar de ela estar muito além do nosso conhecimento. Trata-se de uma busca: é como engatinharmos cegos por um caminho estreito e firme, enquanto o resto é pântano. Você sente que analisar as coisas a sua volta buscando pela essência delas é uma forma de colher bons frutos no futuro. As mentiras criam ilhas, as verdades (que são as raízes da árvore da Verdade) criam pontes.
E quando as pessoas que você ama têm ilusões e preconceitos que não querem largar? E se sufocam os outros por isso?
Sempre há mais pessoas envolvidas. Nem que sejam fantasmas: as lembranças que assombram. E você entende os todos os lados o suficiente para não se sentir uma pessoas eternamente perseguida pelo mundo. Mas, ao tentarmos agir, devemos levar em conta como tudo (ou o conjunto das pessoas envolvidas) se JUSTIfica. Se o problema é muito grande, quem tem uma visão panorâmica o suficiente para não deixar escapar nenhum detalhe, para não errar feio em nenhuma projeção? Eu estou muito longe disso, longe o suficiente de poder enxergar e sentir quando piso num mar de lama, numa areia movediça. Só no momento em que a coisa começa a alcançar o meu pescoço eu acordo. Sem saber o que fazer.
domingo, 20 de abril de 2008
Não há pedra sobre pedra
Guerreiro das ruas
Veste a armadura
Seu medo morreu?
Não há mais brilho no olhar
Busca sem esperança
Seu sorriso se perdeu
Guerreiro das ruas
Todos sofrimentos ocultam-se
Sobre uma cortina-de-fumaça
Soldado de ferro
Que no fundo é
Um menino sozinho
Guerreiro das ruas
Sentimentos difíceis de enfrentar
E com uma faca ele quer ocultar
A sobriedade é dolorosa
A verdade causa raiva
São dores sem vazão
Guerreiro das ruas
Eternamente perseguido
A ser homem tem aprendido
Não reflete, obedece
Seus bons instintos desvanecem
Ninguém confia mais em você?
Guerreiro das ruas
É difícil voltar
Descobriu muitas coisas
Não há dúvidas?
Só más certezas?
Dolorosos desprezos?
Guerreiro sem pátria
Foge por ruas obscuras
Mas não encontra o que procura
Deixo o fim para você
Estou aqui para ouvi-lo
Mas o primeiro passo é seu
Veste a armadura
Seu medo morreu?
Não há mais brilho no olhar
Busca sem esperança
Seu sorriso se perdeu
Guerreiro das ruas
Todos sofrimentos ocultam-se
Sobre uma cortina-de-fumaça
Soldado de ferro
Que no fundo é
Um menino sozinho
Guerreiro das ruas
Sentimentos difíceis de enfrentar
E com uma faca ele quer ocultar
A sobriedade é dolorosa
A verdade causa raiva
São dores sem vazão
Guerreiro das ruas
Eternamente perseguido
A ser homem tem aprendido
Não reflete, obedece
Seus bons instintos desvanecem
Ninguém confia mais em você?
Guerreiro das ruas
É difícil voltar
Descobriu muitas coisas
Não há dúvidas?
Só más certezas?
Dolorosos desprezos?
Guerreiro sem pátria
Foge por ruas obscuras
Mas não encontra o que procura
Deixo o fim para você
Estou aqui para ouvi-lo
Mas o primeiro passo é seu
terça-feira, 15 de abril de 2008
O ponto de vista do pensamento
Nós duas estamos diante de uma praia, mal iluminadas pela lua minguante e, de vez em quando, pela luz de um farol distante. A velha senhora rompe o silêncio:
- Quem és tu?
- Aquele barco navegando sem vela e sem bússola.
- Quem és tu?
- Um universo de possibilidades. Sou as sombras que nos rodeiam.
- Quem és tu?
- Filha de Deus, eu espero.
- Quem és tu?
- Sou uma lembrança de ti – disse, triste, pois um devaneio não fica contente em ser descoberto.
- Quem és tu?
- Aquele barco navegando sem vela e sem bússola.
- Quem és tu?
- Um universo de possibilidades. Sou as sombras que nos rodeiam.
- Quem és tu?
- Filha de Deus, eu espero.
- Quem és tu?
- Sou uma lembrança de ti – disse, triste, pois um devaneio não fica contente em ser descoberto.
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