sábado, 7 de abril de 2012

Fome

É da falta que renasce o desejo
Fome de delícias
Insaciadas por entre os dedos

E a alma impertinente
Busca a iguaria
Desliza a língua
Tão ternamente
Em doce uva
Morde de leve
Os mais ternos sabores
Prepara então uma bebida quente
E em cuidadosos movimentos
Acalma a sede
Tranquiliza a mente
Breves momentos
Derramam êxtase
És um banquete

Resta-me a espera
Aumenta a falta
Segue o apetite