A rotina é uma quimera
Que me engoliu
Num quarto claustrofóbico
De uma cidade asfixiante
E quem fui é um espectro
Conotação ilusória
De sorrisos fortuitos
domingo, 30 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Um poema para os desencantos contra os quais ainda teimo
Ando assim meio cativa
Das intropecções profundas
Sem querer o mundo passa ao largo
O desencanto é meu clichê
Purgatório particular
Frio e oco
E tento ficar a salvo
De sentimentos complexos
Abraços rasos e fortuitos
Mas sempre foi vã a busca
Para que o sorriso esqueça
Que a vida - na inércia -
Do sono sem sonhos
É só ilusão
Só que por hora ando leve
Como quem ainda se atreve
A sorrir assim de lado
Mas a alma é líquida
E as dúvidas
São pequenos pedregulhos
Esculpidos por correntezas
Através de caminhos tortos o tempo flui
Das intropecções profundas
Sem querer o mundo passa ao largo
O desencanto é meu clichê
Purgatório particular
Frio e oco
E tento ficar a salvo
De sentimentos complexos
Abraços rasos e fortuitos
Mas sempre foi vã a busca
Para que o sorriso esqueça
Que a vida - na inércia -
Do sono sem sonhos
É só ilusão
Só que por hora ando leve
Como quem ainda se atreve
A sorrir assim de lado
Mas a alma é líquida
E as dúvidas
São pequenos pedregulhos
Esculpidos por correntezas
Através de caminhos tortos o tempo flui
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