terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Espelho partido

São milhares de reflexos
Incompletos
Mas você se engana, se pensa que me vejo
Essas histórias não são minhas
Ou são?

Ela fez juízos
E você foi para o inferno
Porque quis

Ele cala quando pode dizer
Fala quando pode calar
E já ignora a sabedoria por completo

Há também fantasmas
Os que já viveram
Os que não nasceram
E os que escolheram
Simplesmente existir

O punho fechado
O coração escancarado
O ódio sem razão

Sentada, frustrada,
Assisto à vida

* Poesia fruto de um desabafo
fruto de um fim de ano conturbado
fruto de muita mágoa (não necessariamente minha)
fruto da mediocridade que existe no ser humano.
Que árvore podre!

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