sábado, 24 de março de 2007

Decapitação

Descubro as minhas ranhuras, entre brisas e vozes...
É o meu choro pelos sujos, pelos perdidos

E ainda acreditavas na tua própria inocência?
Investigas o juiz, o advogado e o réu
Pois são maltrapilhos mendigos bem-vestidos

Com a alma encouraçada

Não cogitas que
A verdade pode estar bem ao teu lado,
Dignamente mórbida e gentil?
Mas, tu insistes em descobrir
Uma mentira que cure as tuas feridas...
Isso não salvará o teu cerebelo
De ser rejeitado
Pelos vira-latas esfomeados e imundos


*Uma pequena experimentação NO além... huhahaha...

4 comentários:

Unknown disse...

Belo texto. Gostei do seu blog.Voltarei.

Anônimo disse...

Infelizmente, poucas pessoas têm coragem de encarar a verdade, que por muitas vezes bate na sua face.

Fran Rebelatto disse...

Sim, apenas uns devaneios, mas tão profundos, e quantos tentam encontram respostas tão longe de si, longe de sua própria hipocrisia, quando de fato as respostas estão logo ali, quem sabe naquela vontade arranhada de gritar, naquela vontade subhumana de permanecer em silêncio, enfim, não existe resposta, existe sim, possibilidades de construirmos nossas próprias verdades e absurdos...

Divagando nas tuas palavas mais uma vez, dias de nada, me diz quais são os dias de tudo, pois nesses nem quero imaginar o que pode nos escrever...

Beijos e uma ótima semana...vamos combinar alguma coisa, um café quem sabe para filosofar essa semana...

Te cuida...

Anônimo disse...

UI, que forte!!! Fico aki imaginando o que te inspirou para esse post...