terça-feira, 31 de outubro de 2006

Geografia bucólica

Desce a Lua, e sinto olhares a me rondar
Será que é o reflexo
das águas de algum lago onírico?
Ou tu és um peixe que me fita na escuridão dessas águas?

Por vezes deixo que a solidão do vale me domine
Por vezes busco a paz de uma montanha
Por vezes desejo ser como as brasas amainadas de um vulcão:
Fazer mais fortes os frutos da terra

E quando estou tão senhora de mim percebo que
Quero estar naquele trigal verdejante que
contemplo à distância,
tão palpável,
mas tão longe

O que seria da vida se existissem só as planícies?
Pergunto pois quero conhecer as profundezas do teu mar
Ah, mas as pedras tem inveja do meu coração, que as vezes é tomado
por uma certa tristeza,
Por um certo marasmo
Aí vem os terremotos
que maldizem o tédio
E eu me lembro que
Caminhar já é bom
Mas queria ter sempre o Sol
Por companheiro

Perdão por deixar que, em certos momentos,
as falhas prevaleçam na paisagem...
Te ofereço as flores que plantei,
para que as cultives, e não arranques
Mas, qual será tua resposta? Estarás na planície ou no pântano?

Um comentário:

Clarissa Deggeroni. disse...

Acho que ninguem gostou...