Desce a Lua, e sinto olhares a me rondar
Será que é o reflexo
das águas de algum lago onírico?
Ou tu és um peixe que me fita na escuridão dessas águas?
Por vezes deixo que a solidão do vale me domine
Por vezes busco a paz de uma montanha
Por vezes desejo ser como as brasas amainadas de um vulcão:
Fazer mais fortes os frutos da terra
E quando estou tão senhora de mim percebo que
Quero estar naquele trigal verdejante que
contemplo à distância,
tão palpável,
mas tão longe
O que seria da vida se existissem só as planícies?
Pergunto pois quero conhecer as profundezas do teu mar
Ah, mas as pedras tem inveja do meu coração, que as vezes é tomado
por uma certa tristeza,
Por um certo marasmo
Aí vem os terremotos
que maldizem o tédio
E eu me lembro que
Caminhar já é bom
Mas queria ter sempre o Sol
Por companheiro
Perdão por deixar que, em certos momentos,
as falhas prevaleçam na paisagem...
Te ofereço as flores que plantei,
para que as cultives, e não arranques
Mas, qual será tua resposta? Estarás na planície ou no pântano?
Um comentário:
Acho que ninguem gostou...
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