terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Reflexões para o 21º ano

Eu não encontro as palavras certas

Elas escorrem por entre minhas mãos

Onde as esqueci?


Eu fugi das palavras fortes

As palavras que revelam

Quadros ocultos e frustrantes

Pois minhas mãos enfraqueceram


Paralisei-me perante os meus sonhos

Pensando que sou o que planejo

No escuro do quarto


Encontro a paz

Convidada a dormir um sono eterno

Desejosa de momentos infinitos

E percepções novas


Derrubei os altares

Que eu mesma ergui

Mas esqueci

Do grande Senhor Medo


Que as palavras escondidas

Não se tornem fantasmas


Que a culpa só se manifeste

Em doses homeopáticas


E que a felicidade esteja sempre

Acompanhada do ímpeto de ser feliz

Um comentário:

Clarissa Deggeroni. disse...

Enfim, admiti meu próprio fracasso...