A Solidão é um caminho único mas ninguém se encontra lá. Uns a buscam porque estão feridos e precisam da dignidade do repouso. Outros nasceram naquela estrada. No final é a mesma armadilha.
Deserto sem escorpiões e outros insetos. Não se come gafanhotos muito menos mel. Mas em todos os desertos morre-se de sede. Balela que se encontra o Pequeno Príncipe por esses pagos. Ali tudo cria rugas.
No final das contas a Solidão não gosta de chuva porque todo o verde vai acabar tão rápido que ela vai pedir por mais. Vai sonhar com o que não existe. Então a sensatez é o pessimismo. O melhor é que Deus sonhe pela Solidão. Que lhe dê o sopro para que morra. E assim, viva.
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