quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Falta-me a imprudência dos amantes

Falta-me a imprudência dos amantes
Que em universos peculiares voam errantes
Que em momentos roubados ganham mais brilho
Na alma carregada de volúpia, calor e ascensão

Falta-me a imprudência de quem ama, que
Atingido por sublime chama
Não vê os percalços mesquinhos a espreitar
Nem lhe mortifica o perigo de tão intrincado labirinto
Como se o amor fosse o pólo magnético de todos os insanos

Falta-me a imprudência do desejo ardente
Da cumplicidade que, de repente
Se atinge com os desejos límpidos

(Poesia que brotou no início deste ano e só agora floresceu. Mas, será que dará frutos?).

2 comentários:

Fran Rebelatto disse...

Nossa e que frutos, colheria eu de tais palavras...frutos de minha própria existência, pois sobra-me a imprudênciam dos amantes, do que acredito como amor, e mesmo acho que falat-me a imprudência de acreditar que podemos ir muito além do aparentemente perceptível...meu deus, me confundi, acho que perdi-me em tais palavras, mas confesso que me emocionei ao me encontarar nesse teu texto e ter colhido frutos saudéveis, porém não menos imprudentes..beijos

Fran Rebelatto disse...

Quantos erros no comentário acima, pois é, volto para usar desse espaço para desabafar, pois fui imprudente ao ponto de acreditar que era isso mesmo que precisava da imprudência....Então vivi sobre a imprudência, e ainda viveria se a ausência dos olhos que me levaram para a imprudência não se afastassem da minha vida...sim, sofro por ter sido imprudente, muito mais por ter me permitido viver histórias que todos julgaram como uma grande loucura.

Hoje não me arrependo de nada, pois de nada terminei ou deisiti mas sofro pelo ritmo contoverso de nosso caminho, pelo ritmo perverso de nossas vidas afastas por intempéries, po desafios, mas pelos mesmos sonhos, pela mesma vontade de querer continuar nessa imprudente vida de se permitir viver conforme nossos desejos...

Queria ser livre, mas estou presa hoje a minha imprudência...

Desculpa, Clarissa, mas precisava de fato desabafar, aliás preciso muito mais, preciso mais uma vez ser imprudente..