Quero distender o tempo
E quero um poema insano
Que busque o que há de melhor em ti
Tantas ruínas dos relógios opressores
Mesmo que não marquem horas
São quimeras imensas, capitalistas
Liberdade!
Ora, não é tão simples a liberdade!
Tantos preferem pôr um relógio no pulso
Muitos mais na alma
Não confiam na sabedoria do tempo
Quanto a mim,
Sou jovem
E não chego na hora
Desrespeito a cerimônia
Porque cansei, simplesmente cansei
Mas respeito o mestre, tenha certeza
Ensina-me o teu tempo
E estarei na estação de malas prontas
Antes do teu trem partir
(Um desabafo meio dadaísta)
Um comentário:
Nossa, que desabafo...Me perdi e me encontrei nessa poesia.
presos ao relógio permanecemos, por vezes com medo das consequências do que seria tirá-lo do pulso, em outras por que simplesmente somos covardes para admitir que dependemos dele insaciavelmente.
Não ao certo que conclusão chegar, pois por alguns minutos, tenho vontade de fugir dele, de abstrair o tempo, mas não adianta temos que encarar essa realidade, ou será que essa realidade é somente criada por nossa consciência, será que realmente o tempo existe, ou fomos nós seres humanos limitados que buscamos nessa palavra o domínio para nossas fraquezas??
Me Deus, me perdi no raciocínio, sei que me indigna um relógio no pulso, pior ainda o relógio que permanece na minha mente, avassalando minhas forças, escravizando minha coragem, salientando meu medo e difundido limitações...
O tempo nào para, o tempo dispara, o tempo vai reto, não repara. Creio que tudo isso seja uma mera ilusão...
Beijos Clarissa...
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