sábado, 9 de setembro de 2006

Anátema

Quero distender o tempo
E quero um poema insano
Que busque o que há de melhor em ti
Tantas ruínas dos relógios opressores
Mesmo que não marquem horas
São quimeras imensas, capitalistas

Liberdade!
Ora, não é tão simples a liberdade!
Tantos preferem pôr um relógio no pulso
Muitos mais na alma
Não confiam na sabedoria do tempo

Quanto a mim,
Sou jovem
E não chego na hora
Desrespeito a cerimônia
Porque cansei, simplesmente cansei
Mas respeito o mestre, tenha certeza

Ensina-me o teu tempo
E estarei na estação de malas prontas
Antes do teu trem partir

(Um desabafo meio dadaísta)

Um comentário:

Fran Rebelatto disse...

Nossa, que desabafo...Me perdi e me encontrei nessa poesia.

presos ao relógio permanecemos, por vezes com medo das consequências do que seria tirá-lo do pulso, em outras por que simplesmente somos covardes para admitir que dependemos dele insaciavelmente.

Não ao certo que conclusão chegar, pois por alguns minutos, tenho vontade de fugir dele, de abstrair o tempo, mas não adianta temos que encarar essa realidade, ou será que essa realidade é somente criada por nossa consciência, será que realmente o tempo existe, ou fomos nós seres humanos limitados que buscamos nessa palavra o domínio para nossas fraquezas??

Me Deus, me perdi no raciocínio, sei que me indigna um relógio no pulso, pior ainda o relógio que permanece na minha mente, avassalando minhas forças, escravizando minha coragem, salientando meu medo e difundido limitações...

O tempo nào para, o tempo dispara, o tempo vai reto, não repara. Creio que tudo isso seja uma mera ilusão...

Beijos Clarissa...