Primeiro ato: o convite para a festa
Celebrem, todos os momentos
Em que viram o sorriso do meu rosto sumir
Celebrem a soberba, brindem
Ao orgulho travestido de humildade
Celebrem a mediocridade
Enquanto suas carnes apodrecem
Celebrem as próprias mágoas
Como se grandes vitórias fossem
Segundo ato: o banquete
Sentem-se, bebam o cálice
Cheio do meu sangue de criança tola
Celebrem o ápice
Da alegria
De seu sorriso maldoso
Fartem-se com a carne alheia,
Que sobrou na sola de seus pés pontiagudos,
Após um dia sendo justiceiros imundos
Terceiro ato: o fim da festa
De celebrar o que virá, não esqueçam:
A cova já se forma diante de vocês
Mas houve Vida em suas almas? Não!
Esse, pois, é o triunfo do divino
É o que me faz acreditar no Bem,
Na bondade humana e no olhar sem
Falsidades ou hipocrisias
É o que me faz não desistir da poesia,
Do olhar que é singelo e ardente
Do olhar pedinte
Não só de pão,
Mas de palavras
Que alentem a solidão
Um comentário:
Meu deus...Confesso que me deixaste sem palavras, se é que isso é possível, sim consegui viver contigo tal banquete como se fosse a mim mesmo...
Gosto de te ver e te sentir assim, Clarissa, com essas palavras vibrabtes de vida, de indignação. Gosto da tua inquietação pelas coisas, isso te faz mais forte, mais bonita, mais digna, isso te faz verdadeira...
Tua poesia, sempre será mais poesia e sempre haverá vida, enquanto houver inquietãção perante o mundo.
Mas voltamos ao banquete: Muito creiam que com ele se fartarão, será? quem sabe se fartam de sua própria hipocrisia, quem sabe se fartam do que gostariam de ser um dia, mas enfim se fartam do seu próprio veneno, da sua prória falta de viver a vida...Nossa falei isso por mim, acho que essa poesia é muito minha vida...
Obrigada por tanto vigor...
beijos e te cuida...TE ADORO...
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