Quero distender o tempo
E quero um poema insano
Que busque o que há de melhor em ti
Tantas ruínas dos relógios opressores
Mesmo que não marquem horas
São quimeras imensas, capitalistas
Liberdade!
Ora, não é tão simples a liberdade!
Tantos preferem pôr um relógio no pulso
Muitos mais na alma
Não confiam na sabedoria do tempo
Quanto a mim,
Sou jovem
E não chego na hora
Desrespeito a cerimônia
Porque cansei, simplesmente cansei
Mas respeito o mestre, tenha certeza
Ensina-me o teu tempo
E estarei na estação de malas prontas
Antes do teu trem partir
(Um desabafo meio dadaísta)
sábado, 9 de setembro de 2006
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
Gracioso e firme
Mortificam-me as tuas piruetas, oh bailarino!
Rodas pelo tempo, como quem o vencesse
Lembras-me um tempo em que eu vencia
mas, o que mesmo?
Teu rosto rude agora não é mais algo indiferente
Quero teus movimentos perfeitos
Quero tuas fibras musculares
Prepara-me um espetáculo
Não é só tu quem quer gritar!
E eu te retribuo com amor
Leva-me na tua dança tão sensata
Mas abandona o teu cigarro por que chamas, já bastam as minhas
Deixa-me insone, para ver teu corpo se movimentando livre
E não tenha pena do meu corpo que insiste em não sair do chão
Por mais que as palavras tentem te alcançar
Nos saltos intermináveis
Basta-me ver-te
E somente isso é suficiente
(Inspirado no filme O Sol da Meia-Noite)
Rodas pelo tempo, como quem o vencesse
Lembras-me um tempo em que eu vencia
mas, o que mesmo?
Teu rosto rude agora não é mais algo indiferente
Quero teus movimentos perfeitos
Quero tuas fibras musculares
Prepara-me um espetáculo
Não é só tu quem quer gritar!
E eu te retribuo com amor
Leva-me na tua dança tão sensata
Mas abandona o teu cigarro por que chamas, já bastam as minhas
Deixa-me insone, para ver teu corpo se movimentando livre
E não tenha pena do meu corpo que insiste em não sair do chão
Por mais que as palavras tentem te alcançar
Nos saltos intermináveis
Basta-me ver-te
E somente isso é suficiente
(Inspirado no filme O Sol da Meia-Noite)
Don Juan imaginário
Sob o fogo daqueles dias
Tu não falas nem pias
Aqueles dias de gloria
Tínhamos nas mãos a vitória
Homem malandro que chega
Mulher certinha que sai
E ela se aconchega
Certinha, não, não vai!
E a rua continua crua
Só para os desavisados
E a rua que foi platéia
Dos encontros mal-amados
Daquilo que é de mau agrado
A noite que acaba
Ele sai e desaba
Numa mesa qualquer
De algum bar vagabundo
Saindo ai pelo mundo, ele vai
(Esse eu gosto de reler em certos momentos, não sei por que motivo. É de 2001)
Tu não falas nem pias
Aqueles dias de gloria
Tínhamos nas mãos a vitória
Homem malandro que chega
Mulher certinha que sai
E ela se aconchega
Certinha, não, não vai!
E a rua continua crua
Só para os desavisados
E a rua que foi platéia
Dos encontros mal-amados
Daquilo que é de mau agrado
A noite que acaba
Ele sai e desaba
Numa mesa qualquer
De algum bar vagabundo
Saindo ai pelo mundo, ele vai
(Esse eu gosto de reler em certos momentos, não sei por que motivo. É de 2001)
quinta-feira, 31 de agosto de 2006
Divagar devagar
Talvez teu sonho esteja vagando para alimentar outras almas irrequietas
Na noite sem fim, dos nossos dias que virão
Talvez o meu desconforto se perca e assim eu ganhe uma ou outra hora de paz
Talvez o meu passado seja um mero detalhe
Mas é tão difícil crer!
E eu me pergunto, só me pergunto
Vem do fundo da alma
Nem explicar com palavras eu sei
Peço o olhar dos que tem a amizade no coração
E ganho atenção carinhosa
Mas o silêncio e a fuga parecem matar-me
Para uma nova vida que encerra o quarto escuro no qual vou remoendo
As minhas lembranças
Ah! Paixão leviana escapou-me entre os dedos! Será?
Meu corpo se consola sem abraços
Por onde trilho o caminho que leva para a luz verdadeira?
Por que às vezes me sinto um completo arremedo de mim
A sugar o leite como um lactente que não sabe dos dias tristes
Mas com um ar de fatalidade
Hoje quis mostrar a minha raiva
Olha! O sangue corre nas minhas veias!
Só engoli o fel das incompetências quotidianas
Do tal destino, que antes parecia obra total Dele
Mas é erro meu
E os ideais, tão longe!
O que mais quero agora, é um bom fim para a estória
(Será isso inspiração?)
Na noite sem fim, dos nossos dias que virão
Talvez o meu desconforto se perca e assim eu ganhe uma ou outra hora de paz
Talvez o meu passado seja um mero detalhe
Mas é tão difícil crer!
E eu me pergunto, só me pergunto
Vem do fundo da alma
Nem explicar com palavras eu sei
Peço o olhar dos que tem a amizade no coração
E ganho atenção carinhosa
Mas o silêncio e a fuga parecem matar-me
Para uma nova vida que encerra o quarto escuro no qual vou remoendo
As minhas lembranças
Ah! Paixão leviana escapou-me entre os dedos! Será?
Meu corpo se consola sem abraços
Por onde trilho o caminho que leva para a luz verdadeira?
Por que às vezes me sinto um completo arremedo de mim
A sugar o leite como um lactente que não sabe dos dias tristes
Mas com um ar de fatalidade
Hoje quis mostrar a minha raiva
Olha! O sangue corre nas minhas veias!
Só engoli o fel das incompetências quotidianas
Do tal destino, que antes parecia obra total Dele
Mas é erro meu
E os ideais, tão longe!
O que mais quero agora, é um bom fim para a estória
(Será isso inspiração?)
segunda-feira, 31 de julho de 2006
Aprendizagem política, quotidiana e diária
Mais uma campanha política e então, ficamos zonzos... Propagandas, propagandas, propagandas, propagandas, propagandas, propagandas,... ufa... propostas, e ainda assim nos perguntamos: será só retórica?
No meu caso, a paixão pelas ideologias veio muito cedo (ainda assim fico meio zonza...). Minhas bonecas tinham muitas estratégias revolucionarias, e olha que eu tinha algumas Barbie’s. Fui convicta eterna de muitos ideais que só existiam na minha cabeça, isso antes dos 13 anos.
Como veio rápido, foi rápido. Acalmou muito cedo “aquele” entusiasmo que eu tinha pela política, acho que foi junto com o fim da brincadeira de bonecas, ou com a decepção em relação a certos governos. Está certo que não morreu por inteiro: basta ouvir um daqueles alunos da História (nem que seja para ouvir ao longe ...capitalismo ...comunismo ...liberalismo); ainda sinto um certo efeito, mas nada comparável. Sei, sei, ... Quem ler isso deve pensar que é falta de noção mesmo... Desde o início...
O que ficou de tudo isso foi a vontade de colocar o ideal em prática. Acho que esse é um resumo razoável da boa política. Certas coisas são bem fáceis: colocar lixo no lixo, doar sangue, entrar no banco de doadores de medula óssea. Não aceitar mentiras e injustiças, nem de si, nem dos outros. Coisas que exigem uma vigilância árdua, e que são, na realidade, difíceis de serem sempre praticadas, pois nos momentos de fraqueza tendemos ao egoísmo. (Ao divagar mais sobre isso, tenho minhas dúvidas se os bons são bons porque preferem ouvir o anjinho ao diabinho, ou porque o diabinho é mudo nesses, o que não é o meu caso, mas estou sempre lutando contra ele, pois sei que se segui-lo, vou acabar me dando mal).
Outra noção desse lado político é que nunca haja um contentamento com as coisas realizadas parcialmente. No meio do caminho havia uma pedra/ Havia uma pedra no meio do caminho... Quantas vezes ficamos pelo meio do caminho porque não nos esforçamos para tirar a dita pedra que nos atravanca? Muitas vezes a falta de realização é vista como algo irremediável, torna-se então uma condição, e não um incentivo à mudança. Aliás, essa palavra, mudança, é tão alardeada, não só na política! Todos parecem querer mudança, mas ninguém parece lembrar que a transformação quase que obrigatoriamente exige que certas coisas fiquem para trás. Ao pensar nisso, lembro do verso de uma música que ainda deve estar tocando nas rádios: “O que você está disposto a perder quando tal paz vier?”. A paz referida é a verdadeira, e não aquela que provoca os remorsos e os arrependimentos... Ah, aquelas vezes em que ficamos quietos, e a conseqüência foi sentida por muito tempo!... A paz que ocorrerá com a correta administração das desigualdades sociais, e não simplesmente ignorando que certos males como a violência e a corrupção devem ser sanados em seu cerne, e não somente com repreensão, ainda por cima parcial. Se isso não passasse despercebido para muita gente, quanta diferença...
A nossa suposta estabilidade, que, me parece, vale ouro em nossa cultura brasileira (não sei se é só aqui), faz as nossas reformas (política, trabalhista, econômica) serem retoques simples e mal-feitos de uma estrutura arcaica. Os partidos brigam desde tempos imemoriais para ver quem tem a razão e esqueceram a razão de estarem ali. Está certo, existem os insanos na política e os insanos não são os safados. Os primeiros destroem rápido, os últimos são parasitas. Escolha como quer morrer...???... Não, não é assim! Temos que acreditar no nosso próprio potencial de mudança, a não ser que gostemos da demência ou do parasitismo. Claro, na hora do desespero total, optamos pelos parasitas, desde que não sejam sanguessugas, nem seus ancestrais, pois, gente, o reino animal é tão diversificado. Quanto às doses intermediárias de loucura nos políticos, decida você.
Tudo bem, mas não adianta falar de uma situação ideal sem pensar nos meios para a boa política. Isso também é uma questão bem pessoal, e refiro-me somente as boas intenções.
Alguns escolhem caminhos mais a direita, outros escolhem caminhos mais a esquerda, e outros cortam caminho. Ao longo da história, houve várias tentativas de se traçar um caminho certo para a humanidade (teorias econômicas & políticas). O sucesso ou fracasso de qualquer um deles não foi absoluto, ou seja, a falha de um foi o motivo para o surgimento de outro. O problema da parte que perdura é alguns representantes parecem preferir suas doutrinas ao bem da sociedade, e as doutrinas acabaram ficando um tanto poeirentas e inanimadas. Além de caminhos sujos de sangue, literalmente, se formos falar de tempo. Uma saída para esse dilema é a elaboração de um pensamento novo baseado na velha idéia da justiça, pois se desistirmos de lutar por um ideal, a tendência é virarmos egoístas, fracos, arrogantes; nunca nos esquecendo que esse ideal é pelo bem comum. E o final da história, é você quem decide.
Estes vídeos são uma demonstração criativa de reflexões sobre o voto, quase independentemente dos candidatos: http://www.brasileirospocoto.com.br/video.htm
... recomendo o primeiro.
No meu caso, a paixão pelas ideologias veio muito cedo (ainda assim fico meio zonza...). Minhas bonecas tinham muitas estratégias revolucionarias, e olha que eu tinha algumas Barbie’s. Fui convicta eterna de muitos ideais que só existiam na minha cabeça, isso antes dos 13 anos.
Como veio rápido, foi rápido. Acalmou muito cedo “aquele” entusiasmo que eu tinha pela política, acho que foi junto com o fim da brincadeira de bonecas, ou com a decepção em relação a certos governos. Está certo que não morreu por inteiro: basta ouvir um daqueles alunos da História (nem que seja para ouvir ao longe ...capitalismo ...comunismo ...liberalismo); ainda sinto um certo efeito, mas nada comparável. Sei, sei, ... Quem ler isso deve pensar que é falta de noção mesmo... Desde o início...
O que ficou de tudo isso foi a vontade de colocar o ideal em prática. Acho que esse é um resumo razoável da boa política. Certas coisas são bem fáceis: colocar lixo no lixo, doar sangue, entrar no banco de doadores de medula óssea. Não aceitar mentiras e injustiças, nem de si, nem dos outros. Coisas que exigem uma vigilância árdua, e que são, na realidade, difíceis de serem sempre praticadas, pois nos momentos de fraqueza tendemos ao egoísmo. (Ao divagar mais sobre isso, tenho minhas dúvidas se os bons são bons porque preferem ouvir o anjinho ao diabinho, ou porque o diabinho é mudo nesses, o que não é o meu caso, mas estou sempre lutando contra ele, pois sei que se segui-lo, vou acabar me dando mal).
Outra noção desse lado político é que nunca haja um contentamento com as coisas realizadas parcialmente. No meio do caminho havia uma pedra/ Havia uma pedra no meio do caminho... Quantas vezes ficamos pelo meio do caminho porque não nos esforçamos para tirar a dita pedra que nos atravanca? Muitas vezes a falta de realização é vista como algo irremediável, torna-se então uma condição, e não um incentivo à mudança. Aliás, essa palavra, mudança, é tão alardeada, não só na política! Todos parecem querer mudança, mas ninguém parece lembrar que a transformação quase que obrigatoriamente exige que certas coisas fiquem para trás. Ao pensar nisso, lembro do verso de uma música que ainda deve estar tocando nas rádios: “O que você está disposto a perder quando tal paz vier?”. A paz referida é a verdadeira, e não aquela que provoca os remorsos e os arrependimentos... Ah, aquelas vezes em que ficamos quietos, e a conseqüência foi sentida por muito tempo!... A paz que ocorrerá com a correta administração das desigualdades sociais, e não simplesmente ignorando que certos males como a violência e a corrupção devem ser sanados em seu cerne, e não somente com repreensão, ainda por cima parcial. Se isso não passasse despercebido para muita gente, quanta diferença...

A nossa suposta estabilidade, que, me parece, vale ouro em nossa cultura brasileira (não sei se é só aqui), faz as nossas reformas (política, trabalhista, econômica) serem retoques simples e mal-feitos de uma estrutura arcaica. Os partidos brigam desde tempos imemoriais para ver quem tem a razão e esqueceram a razão de estarem ali. Está certo, existem os insanos na política e os insanos não são os safados. Os primeiros destroem rápido, os últimos são parasitas. Escolha como quer morrer...???... Não, não é assim! Temos que acreditar no nosso próprio potencial de mudança, a não ser que gostemos da demência ou do parasitismo. Claro, na hora do desespero total, optamos pelos parasitas, desde que não sejam sanguessugas, nem seus ancestrais, pois, gente, o reino animal é tão diversificado. Quanto às doses intermediárias de loucura nos políticos, decida você.
Tudo bem, mas não adianta falar de uma situação ideal sem pensar nos meios para a boa política. Isso também é uma questão bem pessoal, e refiro-me somente as boas intenções.
Alguns escolhem caminhos mais a direita, outros escolhem caminhos mais a esquerda, e outros cortam caminho. Ao longo da história, houve várias tentativas de se traçar um caminho certo para a humanidade (teorias econômicas & políticas). O sucesso ou fracasso de qualquer um deles não foi absoluto, ou seja, a falha de um foi o motivo para o surgimento de outro. O problema da parte que perdura é alguns representantes parecem preferir suas doutrinas ao bem da sociedade, e as doutrinas acabaram ficando um tanto poeirentas e inanimadas. Além de caminhos sujos de sangue, literalmente, se formos falar de tempo. Uma saída para esse dilema é a elaboração de um pensamento novo baseado na velha idéia da justiça, pois se desistirmos de lutar por um ideal, a tendência é virarmos egoístas, fracos, arrogantes; nunca nos esquecendo que esse ideal é pelo bem comum. E o final da história, é você quem decide.
Estes vídeos são uma demonstração criativa de reflexões sobre o voto, quase independentemente dos candidatos: http://www.brasileirospocoto.com.br/video.htm
... recomendo o primeiro.
Pequenos Elementos
Eu quero um Sol, nada menos do que isso
Quero passar desapercebida
E ainda assim ser estrela
Eu quero-quero, que você seja feliz
Eu condor, por que você partiu
Eu sabiá, o amor tem força
Eu bem-te-vi, mesmo sem óculos
Eu coruja, porque não cansei de lhe contemplar
Então vôo, vôo,
Por terras longínquas,
Mas os seus gorjeios,
Tenha certeza,
Estarão sempre comigo
(Como não poderia deixar de ser, uma homenagem a Mário Quintana, afinal somos todos meio pássaros... Dedicada a todos os meus amigos)
Quero passar desapercebida
E ainda assim ser estrela
Eu quero-quero, que você seja feliz
Eu condor, por que você partiu
Eu sabiá, o amor tem força
Eu bem-te-vi, mesmo sem óculos
Eu coruja, porque não cansei de lhe contemplar
Então vôo, vôo,
Por terras longínquas,
Mas os seus gorjeios,
Tenha certeza,
Estarão sempre comigo
(Como não poderia deixar de ser, uma homenagem a Mário Quintana, afinal somos todos meio pássaros... Dedicada a todos os meus amigos)
sábado, 29 de julho de 2006
Poema do paladar
Musica romântica agora, não
Porque quero te dizer
Que antes eu só sonhava
Agora, falta-me alguém
Que não há de ser tu!
Mas sou feliz porque
Não sou mais uma fruta no alto do pé
Que ate os pássaros rejeitavam
Sei agora, tenho sabor
Nem que seja de
Uma tangerina agridoce que não existe
Ora! Sempre há aquele que
Quer sentir o gosto do novo
Hei de achá-lo!
Porque, já ouvi
O bom beijo tem gosto de romã
Mas, amigo,
podemos sair para jantar
A luz da lua
Dançando rock’and’roll
Nesse momento, quem sabe,
Você vai ver quem realmente sou
Estarei com outro cara
Sentindo o gosto do beijo
Sem a dor da inexistência
(Esse foi agorinha, agorinha...)
Porque quero te dizer
Que antes eu só sonhava
Agora, falta-me alguém
Que não há de ser tu!
Mas sou feliz porque
Não sou mais uma fruta no alto do pé
Que ate os pássaros rejeitavam
Sei agora, tenho sabor
Nem que seja de
Uma tangerina agridoce que não existe
Ora! Sempre há aquele que
Quer sentir o gosto do novo
Hei de achá-lo!
Porque, já ouvi
O bom beijo tem gosto de romã
Mas, amigo,
podemos sair para jantar
A luz da lua
Dançando rock’and’roll
Nesse momento, quem sabe,
Você vai ver quem realmente sou
Estarei com outro cara
Sentindo o gosto do beijo
Sem a dor da inexistência
(Esse foi agorinha, agorinha...)
Inspirações
Eu sou aquela garota que não sabe direito como as coisas funcionam
Aquela que ri das próprias desgraças
E contra tudo, sonha
Quanto mais a realidade a afunda,
Mais os sonhos a elevam
E a vida dança infinitamente ao seu redor
Esperando que o passo final não seja o próximo
E que as cortinas não desçam
Pois o escuro a amedronta
Eu sou aquela garota que não sabe direito como as coisas funcionam
Por isso a madrugada é a hora da poesia
Mas ela não diz como termina o poema
(Poesia escrita em maio de 2005, num ímpeto de coragem que eu não conhecia ate então)
Aquela que ri das próprias desgraças
E contra tudo, sonha
Quanto mais a realidade a afunda,
Mais os sonhos a elevam
E a vida dança infinitamente ao seu redor
Esperando que o passo final não seja o próximo
E que as cortinas não desçam
Pois o escuro a amedronta
Eu sou aquela garota que não sabe direito como as coisas funcionam
Por isso a madrugada é a hora da poesia
Mas ela não diz como termina o poema
(Poesia escrita em maio de 2005, num ímpeto de coragem que eu não conhecia ate então)
sexta-feira, 28 de julho de 2006
Poema de ônibus
Pichações indignadas
e as minhas, e as suas falhas?
Brota um pensamento
... altruísta??...
Estou fruindo os signos da cidade
Levada pelos hormônios e pela falta do que fazer
Já que o motorista parece
Não gostar de musica
Observo pela janela
que ninguém parece notar
que o dia esta outro
e pode ser o ultimoou o primeiro, outra vez
Observo que não falta muitopara descer
e parar de observar,
só por enquanto...
e as minhas, e as suas falhas?
Brota um pensamento
... altruísta??...
Estou fruindo os signos da cidade
Levada pelos hormônios e pela falta do que fazer
Já que o motorista parece
Não gostar de musica
Observo pela janela
que ninguém parece notar
que o dia esta outro
e pode ser o ultimoou o primeiro, outra vez
Observo que não falta muitopara descer
e parar de observar,
só por enquanto...
Essencial
Eu vejo o único
E o que tu vês?
Às vezes olho para dentro e vejo
...Nada!
Às vezes vôo para algum lugar distante
e me encontro
Porque sei que Ele
Tem algo a me dizer
e você só cala
Vejo a miséria
Vejo o olhar que brilha de emoção
Vejo as minhas mãos inertes
Vejo que choro por isso
Vejo que tu não desistes
Vejo que tudo parece voltar
para a inexistência
Vejo que, ver é tão limitado
E passo a sentir
então
vejo que sou vento
Recusas a respirar-me ainda assim!
Mas sou feliz
Pois vens ver as folhas secas
que são levadas pela alegria
E isso, por hora, me basta
E o que tu vês?
Às vezes olho para dentro e vejo
...Nada!
Às vezes vôo para algum lugar distante
e me encontro
Porque sei que Ele
Tem algo a me dizer
e você só cala
Vejo a miséria
Vejo o olhar que brilha de emoção
Vejo as minhas mãos inertes
Vejo que choro por isso
Vejo que tu não desistes
Vejo que tudo parece voltar
para a inexistência
Vejo que, ver é tão limitado
E passo a sentir
então
vejo que sou vento
Recusas a respirar-me ainda assim!
Mas sou feliz
Pois vens ver as folhas secas
que são levadas pela alegria
E isso, por hora, me basta
quarta-feira, 26 de julho de 2006
Transformar em flores
"Que você viva em tempos interessantes " - antiga praga chinesa
O cinema é uma arte que me assombra. Em um bom sentido, claro. Todos os efeitos, as tecnologias, e principalmente as entrelinhas da história, ajudada pela imagem. Uma comédia inteligente é bem vinda, mas tenho um respeito tremendo pelo drama humano na literatura e no cinema, diria, tenho um "amor amigo". Filmes que falam da superação, da vida que sobrevive em meio ao caos fezem-me um certo bem, após o susto inicial... Não incluo de maneira nenhuma os filmes piegas de Hollywood, (que tem seus filmes bons e ótimos)...A sétima arte, de certa forma, reflete a vida real, pelo menos o sentimento de alguns desses gênios... Mas, penso... Para isso, tem que haver uma espécie de caos: a situação que parece insustentável. O filme argentino Kamchatka reflete bem essa beleza triste: o menino que, na ditadura argentina, consegue ter sua inocência preservada. Quantos pais argentinos não lutaram pela inocência de seus filhos? Uma atitude lindíssima para uma situação terrível. Quem ganha são os que conhecem o verdadeiro significado desses exemplos humanos.
Acho que muita gente assistiu a reportagem do Fantástico sobre as crianças brasileiras que morreram no Líbano. A maioria chorou, inclusive eu. A maneira de apresentar esse drama foi bela...
E, ai é que vem a angústia!! Pra quê? Esperança? Mudança de atitude?Quando uma sociedade é aparentemente (friso meu) muito calma, a primeira crítica é: são alienados. As produções culturais geralmente são menores... Uma literatura sensacional sem o famoso conflito será possível no ano 3015?Essa beleza e o bom humor são os recursos que nos mantem vivos. Mas, sempre tem uma pitadinha ao menos, do tal caos. Como jornalista, quero ver "o tempo interessante" que me ronda, mas não desejo que ele fique mais "interessante".
Não é tristeza, é só filosofia de bar, de preferência com pastel e suco de morango...
Agora, por favor, vai ver uma boa comédia!!!!
O cinema é uma arte que me assombra. Em um bom sentido, claro. Todos os efeitos, as tecnologias, e principalmente as entrelinhas da história, ajudada pela imagem. Uma comédia inteligente é bem vinda, mas tenho um respeito tremendo pelo drama humano na literatura e no cinema, diria, tenho um "amor amigo". Filmes que falam da superação, da vida que sobrevive em meio ao caos fezem-me um certo bem, após o susto inicial... Não incluo de maneira nenhuma os filmes piegas de Hollywood, (que tem seus filmes bons e ótimos)...A sétima arte, de certa forma, reflete a vida real, pelo menos o sentimento de alguns desses gênios... Mas, penso... Para isso, tem que haver uma espécie de caos: a situação que parece insustentável. O filme argentino Kamchatka reflete bem essa beleza triste: o menino que, na ditadura argentina, consegue ter sua inocência preservada. Quantos pais argentinos não lutaram pela inocência de seus filhos? Uma atitude lindíssima para uma situação terrível. Quem ganha são os que conhecem o verdadeiro significado desses exemplos humanos.
Acho que muita gente assistiu a reportagem do Fantástico sobre as crianças brasileiras que morreram no Líbano. A maioria chorou, inclusive eu. A maneira de apresentar esse drama foi bela...
E, ai é que vem a angústia!! Pra quê? Esperança? Mudança de atitude?Quando uma sociedade é aparentemente (friso meu) muito calma, a primeira crítica é: são alienados. As produções culturais geralmente são menores... Uma literatura sensacional sem o famoso conflito será possível no ano 3015?Essa beleza e o bom humor são os recursos que nos mantem vivos. Mas, sempre tem uma pitadinha ao menos, do tal caos. Como jornalista, quero ver "o tempo interessante" que me ronda, mas não desejo que ele fique mais "interessante".
Não é tristeza, é só filosofia de bar, de preferência com pastel e suco de morango...
Agora, por favor, vai ver uma boa comédia!!!!
terça-feira, 4 de julho de 2006
Só para aquecer... Da próxima vez não serei tão intimista...
Momentos pseudoromânticos de um ser pseudoracional
Calma,
calma coração inquieto,
que a esperança vem vindo,
lá longe, nem enxergo
É só uma mistura de sensações,
que teimo em não ouvir
Se sou ostra
Onde está a pérola
que, mais que não a enxergar,
nem a senti...?
Droga! Droga! Coração inquieto!
Onde estavas que nem te ouvi?
Escapaste do peito a buscar um lugar melhor?
Se sou ostra, menino, me mostra a luz
Não tenha nojo da minha crueza
Cultiva-me com cuidado
que nem sei se quero
casa tão pequena...
ou, quem sabe, morar contigo...
Momentos pseudoromânticos de um ser pseudoracional
Calma,
calma coração inquieto,
que a esperança vem vindo,
lá longe, nem enxergo
É só uma mistura de sensações,
que teimo em não ouvir
Se sou ostra
Onde está a pérola
que, mais que não a enxergar,
nem a senti...?
Droga! Droga! Coração inquieto!
Onde estavas que nem te ouvi?
Escapaste do peito a buscar um lugar melhor?
Se sou ostra, menino, me mostra a luz
Não tenha nojo da minha crueza
Cultiva-me com cuidado
que nem sei se quero
casa tão pequena...
ou, quem sabe, morar contigo...
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